Um menino na rua.
Como outro qualquer, não era tão belo, não era tão feio.
Caminhava, como todos os outros, mais aquele, justo aquele chamava atenção. Tinha o olhar perdido, os passos estavam sem rumo, e o coração incerto.
Como é fascinante o que se pode descobrir se
prestar atenção.
O moreno de cabelos enrolados, vinha em direção ao banco, era possível ate saber o que se passava em sua mente. Nada. O banco duro velho, sujo, mais não era ele que interessava, era a vista.
Ele ainda não olhava. Fechava os olhos, e por um segundo estava sozinho, não havia, nenhum barulho, se não aquele que ele queria escutar. Elas batiam nas pedras, ah como era lindo o mar, o barulho das ondas, o cantar os pássaros. Mais aquilo foi só por um segundo.
Os olhos se abrem, não era tão belo quanto o som, mais ainda assim estava bom.
Agora ele pensava em algo, desculpa por não poder dizer o que, mais eu simplesmente não sei. Alias, nem mesmo ele sabia o que passava por sua mente, mais passava.
Mais o motivo era claro, era amor.
Pronto a historia do menino acaba aqui, mentira, não acaba, mais o que interessa esta aqui, o resto vem outra hora.
É interessante como o amor não se explica, tentamos falar em companheirismo, tesão, fidelidade, e outras das mais bonitas qualidades. Isso tudo vem com o amor, mais não é, e não chega nem perto do que o amor representa, provavelmente nós humanos ainda não criamos a palavra certa, talvez seja melhor ainda, talvez não exista a palavra certa. É amor, é aquilo que nos deixa sem pensar direito, sem saber ao certo o que fazer, é aquilo que deixa o sexo ainda melhor, é aquilo que não se explica completamente.
Mais sei que são poucos os privilegiados que conseguem esse sentimento, talvez o menino seja um deles, talvez ele seja mais um que não conseguirá viver plenamente o amor, e o transformará em desejo de posse, de obediência, em ciúmes, em dor, em loucura.
Pena, isso é o que acontece com a maioria, temos o amor em mãos, o sentimos, e na maioria das vezes, fazemos com ele, o que fazemos com todo o resto. Estragamos.
Realmente, as vezes não damos valor ao que realmente importa, a simplicidade da vida... quanto ao amor, simplesmente não a como defini-lo ou explica-lo.
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