quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

L'amour

Um menino na rua.

Como outro qualquer, não era tão belo, não era tão feio.

Caminhava, como todos os outros, mais aquele, justo aquele chamava atenção. Tinha o olhar perdido, os passos estavam sem rumo, e o coração incerto.

Como é fascinante o que se pode descobrir se

prestar atenção.

O moreno de cabelos enrolados, vinha em direção ao banco, era possível ate saber o que se passava em sua mente. Nada. O banco duro velho, sujo, mais não era ele que interessava, era a vista.

Ele ainda não olhava. Fechava os olhos, e por um segundo estava sozinho, não havia, nenhum barulho, se não aquele que ele queria escutar. Elas batiam nas pedras, ah como era lindo o mar, o barulho das ondas, o cantar os pássaros. Mais aquilo foi só por um segundo.

Os olhos se abrem, não era tão belo quanto o som, mais ainda assim estava bom.


Agora ele pensava em algo, desculpa por não poder dizer o que, mais eu simplesmente não sei. Alias, nem mesmo ele sabia o que passava por sua mente, mais passava.

Mais o motivo era claro, era amor.

Pronto a historia do menino acaba aqui, mentira, não acaba, mais o que interessa esta aqui, o resto vem outra hora.

É interessante como o amor não se explica, tentamos falar em companheirismo, tesão, fidelidade, e outras das mais bonitas qualidades. Isso tudo vem com o amor, mais não é, e não chega nem perto do que o amor representa, provavelmente nós humanos ainda não criamos a palavra certa, talvez seja melhor ainda, talvez não exista a palavra certa. É amor, é aquilo que nos deixa sem pensar direito, sem saber ao certo o que fazer, é aquilo que deixa o sexo ainda melhor, é aquilo que não se explica completamente.

Mais sei que são poucos os privilegiados que conseguem esse sentimento, talvez o menino seja um deles, talvez ele seja mais um que não conseguirá viver plenamente o amor, e o transformará em desejo de posse, de obediência, em ciúmes, em dor, em loucura.

Pena, isso é o que acontece com a maioria, temos o amor em mãos, o sentimos, e na maioria das vezes, fazemos com ele, o que fazemos com todo o resto. Estragamos.

Um comentário:

  1. Realmente, as vezes não damos valor ao que realmente importa, a simplicidade da vida... quanto ao amor, simplesmente não a como defini-lo ou explica-lo.

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