Ela acaba de chegar em casa e tem em seu rosto um expressão vaga, tristeza, mágoa ou algo parecido. Ela não chora, ela não fala.
Passa pela sala, ninguém, parece perceber, ela sabe esconder bem, muito bem. A única coisa que sai de sua boca é um singelo “Oi!” para os presentes e alguns comentários mentirosos sobre aquele dia, e mais uma vez ninguém percebe. Seus passos são rápidos ate a escada, seu quarto se encontra a poucos metros agora, hoje ela quer simplesmente seu silêncio.
Entra, fecha a porta, joga suas coisas em um canto qualquer. Sua cama a espera, ela deita, agarra o travesseiro. Não é um dia comum, ela normalmente não é assim. Mais aprendeu a esconder muito bem quando seus dias são mais nublados.
Seus pés e pernas estão inquietos, mais o resto de seu corpo não se move.
Uma lagrima cai de seu rosto, o telefone toca.
Lá de baixo vem uma voz.
-Oi amor!
-Oi Mari... O que você tem?

Como de se esperar, ninguém melhor que ela para reconhecer pequenas diferenças em sua voz, impossível, simplesmente impossível esconder algo dela, afinal era sua melhor amiga, e não tinha ganhado esse cargo atoa.
Imagino que a historia seja auto-explicativa.
O privilegio de ter alguém ao seu lado que sabe, sabe exatamente a hora certa para tudo. Um amigo de verdade, que você vai poder contar a qualquer, qualquer mesmo, momento de sua vida, aquele irmão de alma.
Em homenagem a alguém muito especial. <3
