sábado, 9 de outubro de 2010

Escolhas


Não faria nada de diferente, absolutamente nada.

Me orgulho de todas as decisões que tomei, algumas delas serviram para me mostrar que não deveria fazer aquilo de novo, outra me ajudaram a ver meu caminho, algumas ainda eu não sei onde vão me levar.

Mais o fato é, que sou feita de escolhas, elas me mostram que eu sou, como penso, como ajo.

Não quero ser ninguém além de eu mesma.



segunda-feira, 16 de agosto de 2010

História de um banco.

Quantas histórias um banco poderia contar? Muitas, eu poderia contar muitas delas, mas creio que só me interessei por uma, em minha longa existência.

Ele não era alto nem baixo, nem magro nem gordo, nem bonito e nem feio, ele era um homem, um homem não, um jovem homem. Ela... ah ela era linda, perfeita, cabelos sedosos, pele macia, sorriso encantador, cheirosa, educada. Pelo menos, era como ele os via. Como o sentimento cega os homens.

Ele sempre chegava primeiro, sentava-se e passava os olhos pelo jornal, como se nada estivesse esperando, no começo ela só passava, ele por sua vez não escondia o cortejo, ou era inexperiente ou queria se fazer visto, sinceramente, pelo ritmo de seu coração quando ela o

olhava, acredito que posso excluir uma das opções. Como eram belos os cortejos daquela época, quase enoja-me, compará-los com os de hoje. Para minha surpresa, um belo dia, ela chegou primeiro. Sentou-se, com um sorriso e um coração saltitante, foi o único dia que isso aconteceu, pela surpresa do rapaz ao vê-la ali, aquele encontro não era esperado. Ah, como as mulheres são delicadamente inteligentes, eu realmente queria sentir o coração do rapaz naquele momento.

As semanas se passaram, os messes, e eu fui testemunha daquele amor juvenil. Não se engane, eu fui palco de muitos desses, mas aquele era um caso singular, e fui comprovando minha teoria, vez mais, com o tempo. E o tempo, com certeza o principal personagem para minha historia.

Não vou me alongar contando detalhes desnecessários desse meio tempo, foi um namoro comum, os corações saltitavam ao se verem, o dele, muito mais que o dela, os beijos discretos. Posso dizer com certeza que eles se casaram, desapareceram um pouco

de minha presença, fui vê-los anos depois, alias, eles foram me ver, me apresentaram sua pequena, confesso, a menina jamais teria a sutil inteligência da mãe. Algumas vezes eu os via passar e era só, outras eu aproveitava da companhia do casal. Reparei que não mais havia a palpitação dos corações, não como antes, elas existiam, mas eram mais tranqüilas, mais seguras.

Eu podia ver o amor no sorriso, no modo como ele delicadamente segurava sua mão, afagava seu cabelo, na atenção desnecessária que dava a cada palavra da mulher, confesso mais uma vez, que era a mulher que me fascinava, ela continuava com a mesma sutileza em cada um de seus gestos. O modo como ela o olhava, como sorria para ele quando ele não olhava, me provavam o amor recíproco dos dois, mas foi o homem, quem me surpreendeu.

Anos se passaram sem que eu pudesse vê-los, talvez décadas, mas como fies que eram as suas memórias, eles voltaram, foi a penúltima vez que vi aquele homem. Não existiam mais corações palpitando, eram dois velinhos, de cabelos grisalhos, com as mãos dadas do mesmo modo estranhamente carinhoso. Eu não entendia, não naquele momento, como os corações se acalmavam, mas o olhar mostrava o mesmo sentimento de décadas atrás, ledo engano, não era o mesmo sentimento.

Sentaram-se, olharam-se, sorriram. Os corações estavam calados, quem falava naquele momento era o olhar, com minha atenção voltava a eles, perdi a noção do tempo, quando aquele casal de velinhos saiu já era noite, só depois reparei que eles observavam em silencio, o por do sol. Aquela calma no coração me intrigou, era uma calma que nenhum solteiro tinha, que nenhum amante tinha, só ele e ela.

Ele voltou pela ultima vez, sozinho, o coração batia desritimado, ele falou, parecia saber de minha observação desde o primeiro dia. Falou com lagrimas na garganta e felicidade nos lábios.

– Eu pude sentir o amor, o verdadeiro amor. Te agradeço por isso!

Se pudesse falar, eu teria agradecido de volta, porque eu também pude ter uma ínfima noção, do que era aquilo. Seu coração se acalmou mais uma vez, o sol se pós. Eu nunca mais o vi.




Eu queria escrever sobre o que era o amor de verdade, no fim das contas, achei que minhas palavras tinham saído muito confusas. Acabei achando um exemplo perfeito, espero que entendam da maneira que eu entendi.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Muito Obrigada !

Acho que hoje isso daqui vai ser mais um agradecimento, eu tenho certeza de que ele vai ler, ele sempre lê! Então primeiro quero agradecer por isso, por apreciar o que eu escrevo aqui, por já ter me cobrado para postar mais, por comentar as coisas que eu escrevo ou por simplesmente falar “Ei Mary, eu li!

Mais tem uma coisa ainda mais importante, você me falou uma coisa que me pegou la no fundo da alma, talvez você nem tenha se tocado, mas acabou me fazendo parar pra pensar, como eu disse pra você esses dias, “Gosto de falar contigo porque você sempre me deixa cheia de perguntas na cabeça!”. Pois é, você me disse que eu era estranha! HAHAHA é acostume-se! Mais vamos ao assunto de verdade.

Escutei de você, que eu parecia uma pessoa forte, inabalável, mas que com o passar do tempo, me notou muito frágil. Pois é, eu não sei se é pelo blog, que é meu escape, ou se eu realmente fiquei frágil de mais. Mentira, eu sei sim, eu fiquei frágil de mais, e você me fez notar isso! Sem maiores explicações... voltarei a ser a Mary estranha de algum tempo atrás! Hahaha

Mais você me disse outra coisa, disse que minha voz parecia passar algo diferente do que eu realmente estava falando. Sejamos sinceros, você foi o primeiro que me falou isso na lata! Hahaha, não confunda com falsidade ok, só não quero que pense isso de mim, eu tento ser o mais sincera possível com os que estão a minha volta.

Enfim, obrigada de coração Tubarones, você acabou se mostrando alguém que eu quero papear por ai, sobre as loucuras de nossos pensamentos, é claro, com um copo de cerveja do lado! Hahaha

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Sou estou aqui pra contar que finalmente terminei de ler "A menina que roubava livros". Não sei se foi o livro que eu mais chorei, mas com certeza esta entre os TOP 10.
Queria fazer alguma considerações, dividir um pouco do que estou sentindo com vocês, ou com algumas palavras, que seja. Vou fazer rápido porque terminei o livro a exatos 3 minutos.
Acho que não conseguia ler as ultimas paginas, não pela historia, que me tocou profundamente, mais pelo momento que estou passando. Logo menos estará aqui um segundo post sobre meus pensamentos, porque agora o foco não é esse, ou não exatamente, sinceramente eu já não sei mais de nada. O fato é que consegui ler o livro e devia ser a chave pra colocar minha mente em ordem, estou começando a limpeza de mente assim que deitar a cabeça no travesseiro. :D
Agora o livro em sim, queria deixar alguns trechos e comentários da narradora ao longo da historia.
Uma pequena explicação para o breve entendimento dos comentários. Quem narra a historia, é a Morte.

  1. "Às vezes eu chego cedo demais. Apresso-me, e algumas pessoas se agarram por mais tempo à vida do que seria esperável."
  2. "Ao longo dos anos, vi inúmeros rapazes que pensam estar correndo para outros rapazes. Não estão. Eles correm para mim."
  3. "Os seres humanos me assombram"

Sem mais por hoje. Boa noite !

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Querido Diário.

Juro que não sei como começar esse poust, sei que ta me fazendo falta escrever, hoje não vai ter uma historia bonitinha nem, nada parecido, não porque eu não quero, mais porque eu não consigo pensar em como fazer isso, não hoje, não agora. Quero desabafar, hoje vai ser tipo “Meu querido diário”, entende?

Pra começar eu to carente.

Não é de homem, por incrível que pareça, eu ainda posso escolher, se eu quisesse escolher, mais vamos falar a verdade, eu queria ser escolhida.

Sabe quando a gente gosta de alguém, e por mais que a pessoa fale que também gosta da gente, a gente sente que não vai ser o suficiente? Então, bem vindo aos meus últimos messes!

Eu podia muito bem declarar todo o meu sentimento, desculpe, essa não sou eu, eu faço pior, ou melhor, depende do ponto de vista também, eu me afasto, não trato mais com tanto carinho, evito começar uma conversa. Eu quero ser notada, quero que me perguntem se esta tudo bem, que perguntem porque eu não to conversando mais, porque eu to diferente, porque eu não to ligando mais, que seja! ( Fica a dica para todos os outros homens. )

Eu não falo, eu posso me remoer por dentro, mas enfim... Quem é igual a mim entende, quem não é, por mais que eu explique, nunca vai entender.

Eu sinto falta de alguém ao meu lado, me perguntando se esta tudo bem, alguém que sabe pelo meu tom de voz, ou ate pelo meu jeito de responder se eu estou bem eu não, alguém que eu me sinta segura para chorar no colo, alguém que vai me fazer carinho, que vai me dar bronca, que vai arrumar briga comigo por coisa idiota. Alguém que faça meu coração bater mais forte, que me faça rir por nada, que me ligue só pra dizer que queria estar comigo. Alguém que saiba falar serio nas horas certas. Será que eu encontro de novo um desses?

Sendo sincera, eu fiz uma lista, um lista com todos os requisitos que meu homem precisa ter. Confesso que é bem complexa, eu costumo falar que esse homem não existe, mais no fundo eu ainda acredito que ele ta ai, espero que esteja me procurando também. Que mal faz sonhar não é?

Agora vão duas coisas que faltam explicar, não pra você que ta lendo, bem, talvez sim, mais é mais para mim que escrevo.

Eu tenho alguém do meu lado agora, eu queria muito que ele fosse o meu homem, mais as coisas só me mostram que não é bem assim. Só insisto nisso porque... eu não sei porque, talvez eu goste dele mais do que imagino, mais no fundo eu acho que não vai dar certo, foi como eu disse no começo, talvez o que ele sinta por mim não seja o suficiente, não para mim. Não quero me precipitar quando a isso, eu quero que de certo, mais isso só o tempo vai dizer não é!

A ultima coisa, eu já tive um homem que preenchia os requisitos que citem umas linhas pra cima! Não me pergunte o que aconteceu, acho que tinham muitos contras nessa relação, não me arrependo de nada, acho que meu próximo relacionamento deve ser como meu ultimo foi, no mínimo, não aceito nada menos que isso. Aprendi muita coisa com ele. Enfim, não vou remoer águas passadas, eu não voltaria no tempo para mudar uma virgula do que eu fiz. Acho que esse final ficou confuso, não se preocupe, essa idéia esta confusa em minha mente também, um dia eu venho falar só disso. Provavelmente não, desculpe!

Deixe-me fazer um PS rápido aqui. Estou lendo “A menina que roubava livros”, estou no ultimo capitulo, faltam exatas 11 paginas, impossíveis paginas. Juro, eu pego o livro e me sinto incapaz de começar a ler o fim, não tenho coragem, juro que é um bloqueio, porque será? Acho que me envolvi de mais na historia.

Eu já fiquei abalado com livros. Alguns exemplos: “Christiane F”, “O Geminal”, “Capitães de Areia”, “O Diário de Anne Frank” e alguns outros, mais eu sempre quis chegar no fim, esse eu não consigo, estou tentando arrumar uma explicação psicológica ou sei lá. Se você tem sua opinião, me deixe no comentário, por favor!

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Uma menina.

Ele disse que não a amava mais, que era tudo mentira.

Ele fez tudo que um dia tinha prometido não fazer.

O que ela não sabia, era que ele dizia tudo com lágrimas nos olhos, pois ele achava que seria melhor se simplesmente ela se afastasse dele, por mais que ele a amasse.

Ela descobriu isso depois de um tempo, tentou, quase implorou para que ele deixasse que ela tomasse suas decisões, ela o amava, ele a amava e deveriam ficar juntos. Mais uma vez ele diz que não, que não a amava mais e que sairia da vida dela para que o esquecesse. Foi o que fez, sumiu ela nunca mais o viu e nem soube sobre ele.

Continuava o amando como antes, sua tristeza se escondia atrás de um sorriso, ela não se permitia dizer que era triste, mesmo que no fundo fosse exatamente assim que se sentia. Poderia passar um dia ou dois sem pensar nele, mais nunca uma semana inteira, seu rosto vinha em sua mente, lembranças dos seus carinhos, de suas palavras, ela nunca tinha amado tanto assim alguém.

Depois de um tempo ela arrumou alguém, alguém que a amava do mesmo jeito que ela já havia amado, o único problema é que seu coração não era dele, por mais que ela quisesse, nunca seria. Ela só descobriu isso depois de alguns anos de relacionamento.

Esse segundo homem era perfeito para ela, ou melhor, quase perfeito, mais fazia de tudo, seu mundo rodava em torno dela, mais ela ainda era fria, o sorriso ainda escondia a tristeza, isso já tinha se feito automático e não era mais só com aquela dor, eram com todas. O sorriso era sempre o melhor remédio.

Outro problema começou a surgir. De sua boca não mais conseguiam sair palavras, pelo menos não quando era esperado, as coisas a se falar ficavam rondando sua cabeça e só.

Depois de mais algum tempo de seu relacionamento ela viu que deveria terminar com tudo, afinal ela já não estava mais sendo justa com ele. Tudo acabou, ela resolveu que seria melhor se, se afastassem.
Só depois percebeu que havia feito tudo igual ao que tinham feito com ela.
Pela primeira vez em muito tempo um sorriso de verdade se abriu em seu rosto, agora ela agradecia a ele, por que, por mais que doesse, ele havia feito o certo, só ai ela descobria que ela o amava de um jeito que não era totalmente retribuído. Demorou alguns anos, mais finalmente ela o entendeu.

Agora estava livre de qualquer compromisso, mais amor não se escolhe, ela ainda levava uma pontinha da tristeza, talvez a leve para sempre. Agora tinha homens a sua volta, diversão para todas as noites se quisesse.

Mais um problema nessas condições, ela sabia que se apegaria a alguém muito fácil, e que novamente seria magoada muito fácil, algumas das vezes se remoeu por causa de algum homem, escondia a todo custo seus sentimentos, ela se quebrava por dentro depois que ele ia embora, descobriu um jeito, criou seu código.
Uma lista, de todas as qualidades que um homem deveria ter para que ela se apaixonasse de novo e como qualidades, não entendam apenas como coisas boas, ela queria distancia de homens “perfeitos”, agora ela é autentica com todos, faz o que quer, diz o que quer. Nenhum homem ainda preencheu suas expectativas, ela ainda não se apaixonará de novo.

Mais algumas marcas nunca saíram, ela ainda era fria na maioria das vezes, era extremamente orgulhosa e as palavras ainda custavam a sair de sua boca, mais para esse ultimo problema ela conseguiu uma saída, começou a escrever.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Comme le temps passe

A Lista - Oswaldo Montenegro

"Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais

Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar

Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora
Hoje é do jeito que achou que seria?
Quantos amigos você jogou fora

Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber

Quantas mentiras você condenava
Quantas você teve que cometer
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você

Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você

Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais

Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você "


Acho que a letra é alto-explicativa. Vai ai o vídeo.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Personnalité (Partie 3)

Sinto que esse post vai ser tão confuso @.@
Como é minha personalidade qualquer coisa que eu falar aqui vai tá valendo :D Então se você realmente está lendo isso, eu acho que você zifudeu D:
Desiste que ainda da tempo!
Sério...







Ok, você não foi, bom proveito então, embarque na minha suave loucura.
Não sou muito de falar de mim, eu era, falava ate os cotovelos, mais alguma coisa me aconteceu e acabei me fechando, ai entra a contradição eu adoro falar de mim, mais não falo, não pra qualquer um, na verdade só duas pessoas tem esse desprazer de me escutar,
infelizmente de uns tempos pra cá, só tenho uma delas pra esse cargo. Mais acabo de perceber que mesmo aqueles que mais me escutam, sabem de mim apenas pelos olhares, tons de voz, mais pouco, muito pouco pelo o que eu falo, é acho que tenho falado cada vez menos, não me pergunte porquê, eu não sei, ou eu sei e não quero falar, é acostume-se.
Eu também gosto de escutar os outros, sei que nem sempre vou ter uma resposta, alias, quase nunca a terei, mais eu sei que falar alivia, falar o que esta engasgado, chorar o que esta preso ou ate mesmo contar aquelas coisas empolgantes que aconteceram, eu vibro junto, me interesso, me animo, não sei é bom, as pessoas me mostram um pouquinho de mim mesma em cada uma delas, mais ai vai outra contradição, tem dias que eu não quero que uma alma viva venha me encher o saco, não to afim de falar, não to afim de escutar, quero meu canto quieto, ai vai outra coisa, adoro ter o meu momento, os meus 15 minutos de solidão, faz bem pra alma, pelo menos pra minha, poder pensar em tudo sem ter alguém pra encher o saco, ou simplesmente não pensar em nada, ou ainda deixar sua mente viajar, o mais estranho é que eu não escolho esses momentos eles surgem e é ai que eu mudo, meu momento muda, eu não viro outra Mariana, pode ate parecer, mais continuo sendo eu, mais querendo outra coisa do que queria 5 segundos atrás, e por mais que pareça estranho, eu duvido que sou a unica, mas como eu disse são só 15 minutos dos quais eu preciso, no resto do tempo quero estar rodeada de gente.
Acabo de perceber que sou cheia de contradições, existem coisas que em um momento eu acho legal, em outro acho totalmente estúpido, tem dias que estou doce, em outros totalmente ignorante. Sabe o pior, eu não conto isso as pessoas, como eu disse não sou de falar muito, uma das pessoas que mais me conheceu e mais me escutou, chegou a me falar que eu tinha múltiplas personalidades, ele estava brincando, mais era aquela brincadeira com fundinho de verdade conhece? As vezes ele me falava "E ai, que Mariana você é agora?", aquilo por um tempo me pegou, eu ficava pensando naquilo, mais ai descobri finalmente que sou feita de momentos e tudo ficou mais claro, e era com essa pessoa que eu mudava de repente, uma hora estava cheia de amor pra dar, na outra era toda "não me toques", é eu não o culpo de pensar o que pensou, mais enfim eram meus momentos, eles mudam rápido, e me desculpe eu não aviso quando eles mudam, não quero, não acho necessário e me ferrei muitas vezes por isso, mais quer saber, eu não ligo, afinal tem mais graça quando te descobrem sozinhos, me chame de louca, mais é verdade, aqueles que me descobrem me fascinam. Não vejo motivo para me explicar, não faço questão que os outros me entendam, é ótimo quando o fazem. Eu sei que certas atitudes minhas podem parecer insanas, mais dentro de minha cabeça são perfeitamente lógicas, mas aos olhos alheios continuarão sendo insanas, eu não vou me explicar, me culpe, me xingue, não me entenda, eu vou baixar a cabeça e ficar quieta, provavelmente me perca em meus pensamentos, dificilmente vou responder alguma coisa, normalmente falam "Você vai ficar quieta agora? Não vai falar mais nada?" e na maioria das vezes eu respondo "O que você quer que eu fale?" e penso, 'desculpe, mais não vou me explicar', não explico porque não tenho palavras para expressar o que eu realmente quero dizer, já me entenderam errado de mais.
Tem mais coisa, nossa muito mais, mais eu realmente duvido que alguém tenha chegado até aqui, no fim das contas esse blog é mesmo uma conversa comigo mesma, um dia vou querer reler tudo isso e ver como mudei, como os pensamentos se modificaram, e ainda ver algumas coisas que ainda ficaram iguais.






















"Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre"
Clarice Lispector

Personnalité (Partie 2)

A pouco tempo li em algum lugar ( juro mesmo que não lembro onde), sobre testes de personalidade, sabe aqueles testezinhos estilo "capricho"? Então foi bem interessante, falava que eles eram legais pra se divertir, que as respostas até tinham sim alguma coisa que poderíamos nos identificar, e outras não, mais que era óbvio, pois é impossível decifrar uma personalidade inteira por meio de meia dúzia de perguntas.
Realmente se fosse fácil assim, não teríamos crises de existência e os psicólogos e psicanalistas entrariam em falência total!
E é aqui que eu começo de verdade com o assunto.
Existem pessoas tão diferentes dentro de um mesmo alguém, existem tantas mascaras que nos cobrem que se pararmos pra pensar algumas delas não são realmente mascaras, somos nós, pura e simplesmente.
Somos feitos de momentos, momentos de euforia, de raiva, de alegria, de tristeza, de desanimo,
de paixão, de desespero, de impulso, de decepção, de aceitação, de reflexão, de motivação e de muitos outros, e temos uma resposta diferente para cada momento, logo, quando somos nos mesmos? Em todos os momentos, juntando tudo isso temos a nossa personalidade, é amigo você provavelmente nunca se entenda, somos complexos de mais.
Pequenas coisas no dia-a-dia podem mudar radicalmente nosso modo de agir, de pensar, de falar, de se expressar.
Não sei pra vocês, mas quando me dei conta disso me assustei um pouco e me aliviei muito mais.


Me deu vontade de descobrir um pouco mais sobre mim, mas voltando, se repararmos atentamente, quem sabe cheguemos perto de descobrir um pouco mais sobre nos mesmos, e assim nos livrar pouco a pouco das coisas que são realmente mascaras, ninguém disse que será
mais fácil assim, pelo contrario, imagino que seja ate bem mais difícil, mais com certeza é mais gratificante ser eu mesma, mesmo que eu seja varias, do que ser uma só que no fundo não sou.

Personnalité (Partie 1)

Me falaram que esse blog é muito sério, muito formal. É eu tenho que concordar, ele realmente é.
Ai eu resolvi viajar um pouco na maionese e falar sobre personalidade (não me pergunte exatamente por que, mais talvez você entenda como um assunto pode ter levado ao outro, talvez não.), enfim...
Esse post será dividido em 3 partes, primeiro essa apresentação mixuruca do tema, no segundo vou querer falar um pouco sobre quão complexa é a personalidade, ou pelo menos tentar, já que não sou nenhuma expert no assunto, no ultimo vou falar um pouco sobre a minha personalidade, me deu uma crise de existência, eu quero falar e eu vou falar, esse blog é meu, porra ¬¬'. (':D)



domingo, 23 de maio de 2010

Fantaisie








Hoje estava no carro voltando de viajem, o céu estava alaranjado, aquela típica paisagem de final de tarde, no interior ainda, fica lindo.

Acabei por comentar com meu pai e meus irmãos no carro.

– Olha que lindo o céu.

Todos olharam, de repente surge minha irmã com um comentário.

– Sabe por que o céu é azul? Porque Deus quis!

Foi o suficiente para todos rirmos, inclusive ela, que logo depois veio com a explicação sobre a incidência dos raios sobre os gases, e dependendo de um montão de coisa, as cores mudam. Por isso a variação de cores durante o dia.

Enfim além de achar que minha irmã é uma super nerd porque ela só tem 10 anos e já tem essas explicações cientificas que eu mesma demorei ate para me interessar sobre isso, eu percebi como mesmo sabendo das explicações lógicas, às vezes é mais mágico simplesmente não saber.

Vem-me (de novo) a citação de Clarice Lispector:
  • Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo.

Creio realmente que tudo ou quase tudo, tenha uma explicação lógica, mais porque não fantasiar? Qual é o real problema? Sinto que estamos muito acostumados com a idéia de que somente devemos acreditar no que é lógico. Desde quando sonhar faz mal? Inventar coisas milaborantes, estimular um pouco nossa criatividade. Tem coisas que ficam mais bonitas quando se coloca um pouco de fantasia sobre elas.

Assistam “Peixe Grande e suas Historias”, ele exemplifica perfeitamente o que eu quero dizer.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Clarice Lispector.

"Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo."


Não sei exatamente o porque, mais acho essa citação uma das mais inteligentes que eu já li.

Desculpa esfarrapada ':D

Nossa faz muito³³³ tempo que eu não escrevo aqui, mais não foi por esquecer não. Eu sempre tenho uma boa idéia, um bom assunto, mais chega na hora de escrever, eu escrevo, escrevo, escrevo e nunca sai bom o suficiente tá bom eu nem sempre escrevo, mesmo na minha mente eu nem sempre consigo concluir meus pensamentos. Eu acabo não escrevendo, mais eu vi escrever me faz falta, sendo assim espero que ainda hoje eu poste alguma coisa interessante, porque idéias não faltam, veremos como ficará a qualidade.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Alice in Wonderland

“–Existe um lugar como nenhum outro no planeta. Uma terra cheia de maravilhas, mistérios, e perigo.

Alguns dizem que para sobreviver, você deve ser tão louco como um chapeleiro. Que por sorte... Eu sou.”

(Alice in Wonderland)

Uma breve interpretação de texto. (E essa parte agradeço especialmente a minha professora Mara de português, por tanta paciência por aguentar 3 anos nos ensinando interpretação de texto.)

O chapeleiro descreve ai o “País das Maravilhas”. Achei essa introdução perfeita para iniciar o assunto. Fácil, o que é o país das maravilhas? São nossos sonhos, nossa imaginação, nossos medos.

A loucura do chapeleiro é o que então? Ele representa a força de vontade para enfrentar nossos medos, de continuar a sonhar, nos mostra como o sonho é belo. E a Alice? A Alice é a personificação, ou melhor, a transformação dos sonhos em realidade.

Esse filme me atrai, é impressionante, é como uma mágica me invadisse, me deixando as vezes por horas, só pensando na mensagem que o filme passa, e como é inteligente, e mais ainda, como o filme mostra, mesmo que um pouco mais fantasiosamente, exatamente o que eu acredito.

Sonhos, são realidades a partir do momento que você quer.

Tudo o que imaginamos é real, mesmo que em outro plano, mais ainda assim é real.

Mesmo que só em nossas mentes, se eu quero que algo seja real ele será.

“Sonhos são coisas de criança, nos adultos não nos podemos dar a esse luxo.”

Mentira. Se fosse assim seria eu, uma eterna criança, o que não é ruim, mais de crianças eu falo uma outra hora.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Amitié

Ela acaba de chegar em casa e tem em seu rosto um expressão vaga, tristeza, mágoa ou algo parecido. Ela não chora, ela não fala.

Passa pela sala, ninguém, parece perceber, ela sabe esconder bem, muito bem. A única coisa que sai de sua boca é um singelo “Oi!” para os presentes e alguns comentários mentirosos sobre aquele dia, e mais uma vez ninguém percebe. Seus passos são rápidos ate a escada, seu quarto se encontra a poucos metros agora, hoje ela quer simplesmente seu silêncio.

Entra, fecha a porta, joga suas coisas em um canto qualquer. Sua cama a espera, ela deita, agarra o travesseiro. Não é um dia comum, ela normalmente não é assim. Mais aprendeu a esconder muito bem quando seus dias são mais nublados.

Seus pés e pernas estão inquietos, mais o resto de seu corpo não se move.

Uma lagrima cai de seu rosto, o telefone toca.

Lá de baixo vem uma voz.

– Telefone para você... -ela nesse momento pensa em fingir que esta dormindo, quem ligaria agora para atrapalhar seu momento pensando, seu momento de silêncio- ... É a Maytê!


Agora aquele pensamento de antes some, ela levanta da cama, a única pessoa que ela fala em qualquer situação, ela descobriu a hora exata de ligar, não poderia se esperar menos, ela nunca havia errado, em nenhuma ocasião.
Ela limpa o rosto, conseguia esconder de todos seu dia cheio de nuvens, seria igual com ela, mais pelo menos daria risada, sempre dava. As nuvens iriam embora pelo menos por um momento em seu dia. Ela pega o telefone.

-Oi amor!

-Oi Mari... O que você tem?

Como de se esperar, ninguém melhor que ela para reconhecer pequenas diferenças em sua voz, impossível, simplesmente impossível esconder algo dela, afinal era sua melhor amiga, e não tinha ganhado esse cargo atoa.


Imagino que a historia seja auto-explicativa.

O privilegio de ter alguém ao seu lado que sabe, sabe exatamente a hora certa para tudo. Um amigo de verdade, que você vai poder contar a qualquer, qualquer mesmo, momento de sua vida, aquele irmão de alma.

Em homenagem a alguém muito especial. <3

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Les femmes et la danse

Algo interessante na dança é o papel que a mulher desempenha.

Na maioria das vezes é a guiada, a conduzida. O poder de escolha se resume a decidir se quer iniciar ou não a dança, o resto cabe ao homem.

Impressionante, que mesmo assim elas ainda se fascinam por uma boa dança de salão. Convenhamos, é lindo, é sensual.

Sou uma apaixonada por esse estilo como muitas outras. E a explicação existe e é simples.

É o cavalheiro quem conduz, e a dama que o segue. Essa parte poderia ser extremamente machista, dominadora, se não fosse por alguns aspectos extremamente relevantes.

O respeito, e como citei antes, a sensualidade, por mais incrível que pareça eles andam juntos. Vou explicar.

O homem convida a mulher a se juntar a ele, nesse momento a dama se sente especial, poderosa, ela havia chamado atenção. Em um segundo momento, os corpos são posicionados, ela vai ter em suas costas uma mão a segurando, essa mão não subirá muito, e nem descerá para onde não deve, e mais, essa mão lhe dará segurança.

Agora a dança começa, agora a mulher não se sente poderosa só para o seu parceiro, ela está poderosa aos olhos de todos os outros presentes, ela chama atenção.

Essa é a magia em dançar, a mulher se deixa conduzir apenas pelo companheiro que lhe passar segurança, que lhe mostrar respeito. E mais, durante a dança ela esta se sentindo poderosa, sensual.


quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

L'amour

Um menino na rua.

Como outro qualquer, não era tão belo, não era tão feio.

Caminhava, como todos os outros, mais aquele, justo aquele chamava atenção. Tinha o olhar perdido, os passos estavam sem rumo, e o coração incerto.

Como é fascinante o que se pode descobrir se

prestar atenção.

O moreno de cabelos enrolados, vinha em direção ao banco, era possível ate saber o que se passava em sua mente. Nada. O banco duro velho, sujo, mais não era ele que interessava, era a vista.

Ele ainda não olhava. Fechava os olhos, e por um segundo estava sozinho, não havia, nenhum barulho, se não aquele que ele queria escutar. Elas batiam nas pedras, ah como era lindo o mar, o barulho das ondas, o cantar os pássaros. Mais aquilo foi só por um segundo.

Os olhos se abrem, não era tão belo quanto o som, mais ainda assim estava bom.


Agora ele pensava em algo, desculpa por não poder dizer o que, mais eu simplesmente não sei. Alias, nem mesmo ele sabia o que passava por sua mente, mais passava.

Mais o motivo era claro, era amor.

Pronto a historia do menino acaba aqui, mentira, não acaba, mais o que interessa esta aqui, o resto vem outra hora.

É interessante como o amor não se explica, tentamos falar em companheirismo, tesão, fidelidade, e outras das mais bonitas qualidades. Isso tudo vem com o amor, mais não é, e não chega nem perto do que o amor representa, provavelmente nós humanos ainda não criamos a palavra certa, talvez seja melhor ainda, talvez não exista a palavra certa. É amor, é aquilo que nos deixa sem pensar direito, sem saber ao certo o que fazer, é aquilo que deixa o sexo ainda melhor, é aquilo que não se explica completamente.

Mais sei que são poucos os privilegiados que conseguem esse sentimento, talvez o menino seja um deles, talvez ele seja mais um que não conseguirá viver plenamente o amor, e o transformará em desejo de posse, de obediência, em ciúmes, em dor, em loucura.

Pena, isso é o que acontece com a maioria, temos o amor em mãos, o sentimos, e na maioria das vezes, fazemos com ele, o que fazemos com todo o resto. Estragamos.