sábado, 9 de outubro de 2010

Escolhas


Não faria nada de diferente, absolutamente nada.

Me orgulho de todas as decisões que tomei, algumas delas serviram para me mostrar que não deveria fazer aquilo de novo, outra me ajudaram a ver meu caminho, algumas ainda eu não sei onde vão me levar.

Mais o fato é, que sou feita de escolhas, elas me mostram que eu sou, como penso, como ajo.

Não quero ser ninguém além de eu mesma.



segunda-feira, 16 de agosto de 2010

História de um banco.

Quantas histórias um banco poderia contar? Muitas, eu poderia contar muitas delas, mas creio que só me interessei por uma, em minha longa existência.

Ele não era alto nem baixo, nem magro nem gordo, nem bonito e nem feio, ele era um homem, um homem não, um jovem homem. Ela... ah ela era linda, perfeita, cabelos sedosos, pele macia, sorriso encantador, cheirosa, educada. Pelo menos, era como ele os via. Como o sentimento cega os homens.

Ele sempre chegava primeiro, sentava-se e passava os olhos pelo jornal, como se nada estivesse esperando, no começo ela só passava, ele por sua vez não escondia o cortejo, ou era inexperiente ou queria se fazer visto, sinceramente, pelo ritmo de seu coração quando ela o

olhava, acredito que posso excluir uma das opções. Como eram belos os cortejos daquela época, quase enoja-me, compará-los com os de hoje. Para minha surpresa, um belo dia, ela chegou primeiro. Sentou-se, com um sorriso e um coração saltitante, foi o único dia que isso aconteceu, pela surpresa do rapaz ao vê-la ali, aquele encontro não era esperado. Ah, como as mulheres são delicadamente inteligentes, eu realmente queria sentir o coração do rapaz naquele momento.

As semanas se passaram, os messes, e eu fui testemunha daquele amor juvenil. Não se engane, eu fui palco de muitos desses, mas aquele era um caso singular, e fui comprovando minha teoria, vez mais, com o tempo. E o tempo, com certeza o principal personagem para minha historia.

Não vou me alongar contando detalhes desnecessários desse meio tempo, foi um namoro comum, os corações saltitavam ao se verem, o dele, muito mais que o dela, os beijos discretos. Posso dizer com certeza que eles se casaram, desapareceram um pouco

de minha presença, fui vê-los anos depois, alias, eles foram me ver, me apresentaram sua pequena, confesso, a menina jamais teria a sutil inteligência da mãe. Algumas vezes eu os via passar e era só, outras eu aproveitava da companhia do casal. Reparei que não mais havia a palpitação dos corações, não como antes, elas existiam, mas eram mais tranqüilas, mais seguras.

Eu podia ver o amor no sorriso, no modo como ele delicadamente segurava sua mão, afagava seu cabelo, na atenção desnecessária que dava a cada palavra da mulher, confesso mais uma vez, que era a mulher que me fascinava, ela continuava com a mesma sutileza em cada um de seus gestos. O modo como ela o olhava, como sorria para ele quando ele não olhava, me provavam o amor recíproco dos dois, mas foi o homem, quem me surpreendeu.

Anos se passaram sem que eu pudesse vê-los, talvez décadas, mas como fies que eram as suas memórias, eles voltaram, foi a penúltima vez que vi aquele homem. Não existiam mais corações palpitando, eram dois velinhos, de cabelos grisalhos, com as mãos dadas do mesmo modo estranhamente carinhoso. Eu não entendia, não naquele momento, como os corações se acalmavam, mas o olhar mostrava o mesmo sentimento de décadas atrás, ledo engano, não era o mesmo sentimento.

Sentaram-se, olharam-se, sorriram. Os corações estavam calados, quem falava naquele momento era o olhar, com minha atenção voltava a eles, perdi a noção do tempo, quando aquele casal de velinhos saiu já era noite, só depois reparei que eles observavam em silencio, o por do sol. Aquela calma no coração me intrigou, era uma calma que nenhum solteiro tinha, que nenhum amante tinha, só ele e ela.

Ele voltou pela ultima vez, sozinho, o coração batia desritimado, ele falou, parecia saber de minha observação desde o primeiro dia. Falou com lagrimas na garganta e felicidade nos lábios.

– Eu pude sentir o amor, o verdadeiro amor. Te agradeço por isso!

Se pudesse falar, eu teria agradecido de volta, porque eu também pude ter uma ínfima noção, do que era aquilo. Seu coração se acalmou mais uma vez, o sol se pós. Eu nunca mais o vi.




Eu queria escrever sobre o que era o amor de verdade, no fim das contas, achei que minhas palavras tinham saído muito confusas. Acabei achando um exemplo perfeito, espero que entendam da maneira que eu entendi.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Muito Obrigada !

Acho que hoje isso daqui vai ser mais um agradecimento, eu tenho certeza de que ele vai ler, ele sempre lê! Então primeiro quero agradecer por isso, por apreciar o que eu escrevo aqui, por já ter me cobrado para postar mais, por comentar as coisas que eu escrevo ou por simplesmente falar “Ei Mary, eu li!

Mais tem uma coisa ainda mais importante, você me falou uma coisa que me pegou la no fundo da alma, talvez você nem tenha se tocado, mas acabou me fazendo parar pra pensar, como eu disse pra você esses dias, “Gosto de falar contigo porque você sempre me deixa cheia de perguntas na cabeça!”. Pois é, você me disse que eu era estranha! HAHAHA é acostume-se! Mais vamos ao assunto de verdade.

Escutei de você, que eu parecia uma pessoa forte, inabalável, mas que com o passar do tempo, me notou muito frágil. Pois é, eu não sei se é pelo blog, que é meu escape, ou se eu realmente fiquei frágil de mais. Mentira, eu sei sim, eu fiquei frágil de mais, e você me fez notar isso! Sem maiores explicações... voltarei a ser a Mary estranha de algum tempo atrás! Hahaha

Mais você me disse outra coisa, disse que minha voz parecia passar algo diferente do que eu realmente estava falando. Sejamos sinceros, você foi o primeiro que me falou isso na lata! Hahaha, não confunda com falsidade ok, só não quero que pense isso de mim, eu tento ser o mais sincera possível com os que estão a minha volta.

Enfim, obrigada de coração Tubarones, você acabou se mostrando alguém que eu quero papear por ai, sobre as loucuras de nossos pensamentos, é claro, com um copo de cerveja do lado! Hahaha

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Sou estou aqui pra contar que finalmente terminei de ler "A menina que roubava livros". Não sei se foi o livro que eu mais chorei, mas com certeza esta entre os TOP 10.
Queria fazer alguma considerações, dividir um pouco do que estou sentindo com vocês, ou com algumas palavras, que seja. Vou fazer rápido porque terminei o livro a exatos 3 minutos.
Acho que não conseguia ler as ultimas paginas, não pela historia, que me tocou profundamente, mais pelo momento que estou passando. Logo menos estará aqui um segundo post sobre meus pensamentos, porque agora o foco não é esse, ou não exatamente, sinceramente eu já não sei mais de nada. O fato é que consegui ler o livro e devia ser a chave pra colocar minha mente em ordem, estou começando a limpeza de mente assim que deitar a cabeça no travesseiro. :D
Agora o livro em sim, queria deixar alguns trechos e comentários da narradora ao longo da historia.
Uma pequena explicação para o breve entendimento dos comentários. Quem narra a historia, é a Morte.

  1. "Às vezes eu chego cedo demais. Apresso-me, e algumas pessoas se agarram por mais tempo à vida do que seria esperável."
  2. "Ao longo dos anos, vi inúmeros rapazes que pensam estar correndo para outros rapazes. Não estão. Eles correm para mim."
  3. "Os seres humanos me assombram"

Sem mais por hoje. Boa noite !

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Querido Diário.

Juro que não sei como começar esse poust, sei que ta me fazendo falta escrever, hoje não vai ter uma historia bonitinha nem, nada parecido, não porque eu não quero, mais porque eu não consigo pensar em como fazer isso, não hoje, não agora. Quero desabafar, hoje vai ser tipo “Meu querido diário”, entende?

Pra começar eu to carente.

Não é de homem, por incrível que pareça, eu ainda posso escolher, se eu quisesse escolher, mais vamos falar a verdade, eu queria ser escolhida.

Sabe quando a gente gosta de alguém, e por mais que a pessoa fale que também gosta da gente, a gente sente que não vai ser o suficiente? Então, bem vindo aos meus últimos messes!

Eu podia muito bem declarar todo o meu sentimento, desculpe, essa não sou eu, eu faço pior, ou melhor, depende do ponto de vista também, eu me afasto, não trato mais com tanto carinho, evito começar uma conversa. Eu quero ser notada, quero que me perguntem se esta tudo bem, que perguntem porque eu não to conversando mais, porque eu to diferente, porque eu não to ligando mais, que seja! ( Fica a dica para todos os outros homens. )

Eu não falo, eu posso me remoer por dentro, mas enfim... Quem é igual a mim entende, quem não é, por mais que eu explique, nunca vai entender.

Eu sinto falta de alguém ao meu lado, me perguntando se esta tudo bem, alguém que sabe pelo meu tom de voz, ou ate pelo meu jeito de responder se eu estou bem eu não, alguém que eu me sinta segura para chorar no colo, alguém que vai me fazer carinho, que vai me dar bronca, que vai arrumar briga comigo por coisa idiota. Alguém que faça meu coração bater mais forte, que me faça rir por nada, que me ligue só pra dizer que queria estar comigo. Alguém que saiba falar serio nas horas certas. Será que eu encontro de novo um desses?

Sendo sincera, eu fiz uma lista, um lista com todos os requisitos que meu homem precisa ter. Confesso que é bem complexa, eu costumo falar que esse homem não existe, mais no fundo eu ainda acredito que ele ta ai, espero que esteja me procurando também. Que mal faz sonhar não é?

Agora vão duas coisas que faltam explicar, não pra você que ta lendo, bem, talvez sim, mais é mais para mim que escrevo.

Eu tenho alguém do meu lado agora, eu queria muito que ele fosse o meu homem, mais as coisas só me mostram que não é bem assim. Só insisto nisso porque... eu não sei porque, talvez eu goste dele mais do que imagino, mais no fundo eu acho que não vai dar certo, foi como eu disse no começo, talvez o que ele sinta por mim não seja o suficiente, não para mim. Não quero me precipitar quando a isso, eu quero que de certo, mais isso só o tempo vai dizer não é!

A ultima coisa, eu já tive um homem que preenchia os requisitos que citem umas linhas pra cima! Não me pergunte o que aconteceu, acho que tinham muitos contras nessa relação, não me arrependo de nada, acho que meu próximo relacionamento deve ser como meu ultimo foi, no mínimo, não aceito nada menos que isso. Aprendi muita coisa com ele. Enfim, não vou remoer águas passadas, eu não voltaria no tempo para mudar uma virgula do que eu fiz. Acho que esse final ficou confuso, não se preocupe, essa idéia esta confusa em minha mente também, um dia eu venho falar só disso. Provavelmente não, desculpe!

Deixe-me fazer um PS rápido aqui. Estou lendo “A menina que roubava livros”, estou no ultimo capitulo, faltam exatas 11 paginas, impossíveis paginas. Juro, eu pego o livro e me sinto incapaz de começar a ler o fim, não tenho coragem, juro que é um bloqueio, porque será? Acho que me envolvi de mais na historia.

Eu já fiquei abalado com livros. Alguns exemplos: “Christiane F”, “O Geminal”, “Capitães de Areia”, “O Diário de Anne Frank” e alguns outros, mais eu sempre quis chegar no fim, esse eu não consigo, estou tentando arrumar uma explicação psicológica ou sei lá. Se você tem sua opinião, me deixe no comentário, por favor!

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Uma menina.

Ele disse que não a amava mais, que era tudo mentira.

Ele fez tudo que um dia tinha prometido não fazer.

O que ela não sabia, era que ele dizia tudo com lágrimas nos olhos, pois ele achava que seria melhor se simplesmente ela se afastasse dele, por mais que ele a amasse.

Ela descobriu isso depois de um tempo, tentou, quase implorou para que ele deixasse que ela tomasse suas decisões, ela o amava, ele a amava e deveriam ficar juntos. Mais uma vez ele diz que não, que não a amava mais e que sairia da vida dela para que o esquecesse. Foi o que fez, sumiu ela nunca mais o viu e nem soube sobre ele.

Continuava o amando como antes, sua tristeza se escondia atrás de um sorriso, ela não se permitia dizer que era triste, mesmo que no fundo fosse exatamente assim que se sentia. Poderia passar um dia ou dois sem pensar nele, mais nunca uma semana inteira, seu rosto vinha em sua mente, lembranças dos seus carinhos, de suas palavras, ela nunca tinha amado tanto assim alguém.

Depois de um tempo ela arrumou alguém, alguém que a amava do mesmo jeito que ela já havia amado, o único problema é que seu coração não era dele, por mais que ela quisesse, nunca seria. Ela só descobriu isso depois de alguns anos de relacionamento.

Esse segundo homem era perfeito para ela, ou melhor, quase perfeito, mais fazia de tudo, seu mundo rodava em torno dela, mais ela ainda era fria, o sorriso ainda escondia a tristeza, isso já tinha se feito automático e não era mais só com aquela dor, eram com todas. O sorriso era sempre o melhor remédio.

Outro problema começou a surgir. De sua boca não mais conseguiam sair palavras, pelo menos não quando era esperado, as coisas a se falar ficavam rondando sua cabeça e só.

Depois de mais algum tempo de seu relacionamento ela viu que deveria terminar com tudo, afinal ela já não estava mais sendo justa com ele. Tudo acabou, ela resolveu que seria melhor se, se afastassem.
Só depois percebeu que havia feito tudo igual ao que tinham feito com ela.
Pela primeira vez em muito tempo um sorriso de verdade se abriu em seu rosto, agora ela agradecia a ele, por que, por mais que doesse, ele havia feito o certo, só ai ela descobria que ela o amava de um jeito que não era totalmente retribuído. Demorou alguns anos, mais finalmente ela o entendeu.

Agora estava livre de qualquer compromisso, mais amor não se escolhe, ela ainda levava uma pontinha da tristeza, talvez a leve para sempre. Agora tinha homens a sua volta, diversão para todas as noites se quisesse.

Mais um problema nessas condições, ela sabia que se apegaria a alguém muito fácil, e que novamente seria magoada muito fácil, algumas das vezes se remoeu por causa de algum homem, escondia a todo custo seus sentimentos, ela se quebrava por dentro depois que ele ia embora, descobriu um jeito, criou seu código.
Uma lista, de todas as qualidades que um homem deveria ter para que ela se apaixonasse de novo e como qualidades, não entendam apenas como coisas boas, ela queria distancia de homens “perfeitos”, agora ela é autentica com todos, faz o que quer, diz o que quer. Nenhum homem ainda preencheu suas expectativas, ela ainda não se apaixonará de novo.

Mais algumas marcas nunca saíram, ela ainda era fria na maioria das vezes, era extremamente orgulhosa e as palavras ainda custavam a sair de sua boca, mais para esse ultimo problema ela conseguiu uma saída, começou a escrever.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Comme le temps passe

A Lista - Oswaldo Montenegro

"Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais

Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar

Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora
Hoje é do jeito que achou que seria?
Quantos amigos você jogou fora

Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber

Quantas mentiras você condenava
Quantas você teve que cometer
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você

Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você

Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais

Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você "


Acho que a letra é alto-explicativa. Vai ai o vídeo.